HISTÓRIA, RELAÇÃO SOCIOCULTURAL E MANIFESTAÇÕES RITMICAS DA REGIÃO CENTRO-OESTE
O Brasil é um país cheio de diferenças culturais, e isso se expõe na dança. Cada região brasileira têm uma cultura e por isso apresenta um estilo diversificado de dança. São ritmos alegres com roupas e cenários populares de cada região. A cultura do Centro- Oeste brasileiro é bem diversificada, pois recebeu contribuições principalmente dos indíginas, paulistas, mineiros, gaúchos, bolivianos e paraguaios. Agora vamos conhecer um pouco sobre a história, a relação sociocultural e as manifestações rítmicas da Região Centro-Oeste. São manisfestações culturais típicas da região: Catira, Chupim, Cururu, Siriri, Engenho de Maromba, Cavalhada, Recortado e etc. ...
- CATIRA: A Catira é uma dança brasileira de origem desconhecida. Ela é realizada por homens que, estando em frente um para o outro, sapateiam e batem palmas no ritmo da viola. Primeiramente, o violeiro começa a dança e os homens que vão dançar fazem um passo que consiste em bater o pé e a mão e depois dar seis pulos. O violeiro passa a entoar a moda de viola e os homens continuam a executar os passos da dança, que recebem o nome de “Serra Abaixo” e “Serra Acima”. A Catira termina quando eles executam o passo chamado Recortado e as duas fileiras mudam de lugar, sendo que o violeiro passa de uma extremidade a outra.
- CHUPIM: Essa dança é realizada com três pares e utiliza o ritmo das danças paraguaias devido à proximidade com esse país. O movimento feito pelo homem imita as asas do pássaro, que tem o mesmo nome da dança, quando ele tenta conquistar sua fêmea. São utilizadas castanholas para dar o ritmo da dança que utiliza os movimentos de tourear o par, dançar e rodar.
- CURURU: É uma dança realizada por homens que dançam para homenagear os santos e citam passagens bíblicas. Além disso, eles comentam acontecimentos políticos e cumprimentam a população enquanto dançam.
"Cururu Antigo"
Me falô os antepassado
De uma lenda que existiu:
Santo Onofre e São Gonçalo Um dia esses dois reuniu.
Da barba de São Gonçalo
Retiraram 12 fio;
Encordoar na viola
Com toêra e canotio.
Desse dia por diante
Foi que o cururu existiu.
(Pedro Chiquito)
Indumentária: Não é exigida uma indumentária padronizada(usa-se roupa típica da região).
Coreografia: Formam-se duas filas, uma de frente para a outra tocando viola. Afastam-se um dos outros dando dois passos para a direita e dois passos para a esquerda, transformando a fila em círculo.
- SIRIRI: A origem do termo siriri é incerta. Para alguns estudiosos vem da palavra otiriri, que designa um entremez do século XVIII, em Portugal. Outros acreditam expressar um tipo de cupins de asas. A expressão corporal e a coreografia transmitem o respeito e o culto à amizade, por isso é conhecido como dança mensagem. A dança lembra as brincadeiras indígenas, com ritmo e expressão hispano-lusitana.
Indumentária: Não é exigida uma indumentária padronizada(usa-se roupa típica da região).
Coreografia: Dança de pares com formação em círculo ou fileira. Na dança de roda a coreografia básica consiste em movimentar-se em círculo, batendo-se as mãos espalmadas nas mãos dos dançarinos que estão à direita e à esquerda. Enquanto gira a roda, os dançarinos vão respondendo aos tocadores, que conduzem o canto. Na dança em fila, a coreografia básica é formada por duas fileiras dispostas frente a frente, damas de um lado e rapazes do outro (no caso da participação de ambos os sexos). Contudo, a despeito de não estarem dispostos em círculo, o mesmo processo de bater as mãos espalmadas acontece. Geralmente a dupla que está em uma das pontas da fila, sai dançando por entre a fileira, sendo seguida pelos demais membros até que todos retornem aos lugares de origem.
- ENGENHO DE MAROMBA: Essa dança lembra um valseado e imita os passos dados no engenho de cana. Há fileiras de homens e mulheres que ficam rodando em sentido contrário. Os versos cantados durante as coreografias são mais tristes e, por isso, ela costuma ser executada no fim das festas.
- CAVALHADA: É uma tradição de torneios, onde os aristocratas exibiam em espetáculos públicos, sua valentia. Também tem sua origem associada com as lutas religiosas conhecidas como Cruzadas.
Indumentária- Roupa azul para uns cavaleiros, e vermelha para outros. Com chapéus ornamentados, e nas mãos, manejo com espadas ou bastões. Seus cavalos, muito enfeitados, trazem pendurados latinhas que produzem um barulho característico quando a galope.
Coreografia: Numa grande arena de forma retangular, 12 cavaleiros cristãos, (com roupa azul), enfrentam outros 12 cavaleiros mouros(de vermelho). O início da disputa é gerado pelo rapto de uma princesa, que evoca a Ilíada, de Homero, épico que conta a história da Guerra de Tróia.
- RECORTADO: O Recortado lembra o Cateretê, do qual recebe influência, embora contraste com este pela sua vivacidade e por ser mais movimentado. É mais dançado no Brasil Central. O Recortado tando pode ser executado com ou sem canto.
Indumentária: caipira típica da região.
Coreografia: o Recortado é dançado às vezes em fileiras opostas com danças de fileira que acabam se transformando em roda. Nesta dança os cavalheiros dançam sapateando e dando umbigada ora para
Pesquisar este blog
segunda-feira, 21 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Motociclista deve ver e ser visto.
RIO - O número de acidentes envolvendo motociclistas aumentou sensivelmente nos últimos dois anos. De acordo com o relatório da Coordenadoria de Estatísticas do Detran, só nas rodovias estaduais foram 699 colisões com motos em 2004 e 868 no ano passado, o que representou 30,6% dos acidentes. Já a Polícia Rodoviária Federal registrou 649 acidentes com motociclistas, em 2004, e 709, em 2005, sendo responsável por 20,4% dos acidentes nas vias federais em todo o estado.
Dados do Corpo de Bombeiros apontam 868 acidentes de motos com vítimas e 106 sem vítimas, em 2005, nas rodovias estaduais. Já nas federais, houve mais de uma vítima por acidente: 709 acidentes com motos geraram 806 feridos e 45 mortos no local. Os números se referem apenas aos veículos identificados.
Segundo o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), atualmente, a frota de veículos no Brasil já ultrapassa os 44 milhões. Desse total, mais de 17% são motocicletas, o que representa mais de 7 milhões. No entanto, as motos correspondem a 26% dos veículos envolvidos em acidentes.
Em 2003 foram registrados 333.689 acidentes envolvendo vítimas, desse total 21.331 pessoas morreram no local do acidente, sendo que mais de 13% dos mortos eram motociclistas, no caso das vítimas não fatais esse percentual chega a 28%.
Para o coordenador de Educação do Detran-RJ, Gilberto Cytryn, essa estatística poderia reduzir se os motoristas respeitassem as leis de trânsito e usassem o capacete.
- O maior número de infrações cometidas e de acidentes pelos motociclistas se deve à falta do capacete. O equipamento é para a segurança própria - alerta.
Ele ressalta também que manter uma distância considerável do veículo da frente e usar os dois freios ao mesmo tempo são as principais ações para uma direção defensiva.
- A distância do veículo à frente dá tempo para que o motorista pense em que atitude tomar e se desviar, ou evitar o perigo. Claro que em fração de segundos, mas é importante lembrar que a nossa vida depende até de milésimos de segundos - salienta Cytryn.
Já para a psicóloga especialista em segurança no trânsito Maria Salete da Silva, o motociclista deve ver e ser visto na via. Ela explica como:
- O motociclista pode abusar de refletivos. São leves e não comprometem a visibilidade do outro motorista e ele é facilmente visto, principalmente à noite. Em caso de acidente ou algum obstáculo, ele poderá sinalizar com as mãos - explica a instrutora da Condu, empresa especializada em direção defensiva.
- O capacete é a melhor proteção para o motocilista. E preciso também afivelar. Caso contrário, ele sai facilmente da cabeça durante um acidente. É importante que ele tenha o selo do Inmetro.
- Usar refletivos no capacete e na motocicleta, para ser visto.
- Não andar no corredor durante trâfego em movimetno. Essa permissão dada pelo Artigo 56 do Código de Trânsito Brasileiro só permite trafegar fora da faixa com o trânsito parado.
- Lembrar que carros têm 'ponto cego'.
- Usar os dois freios ao mesmo tempo (para dosar a freagem).
- Manter farol aceso mesmo durante o dia.
- Proibido transportar crianças menores de sete anos.
- Não dividir a faixa com outros veículos.
- Ter bom senso e respeitar as regras básicas de trânsito, como placas, semáforos etc.
- Ter atenção nos cruzamentos.
- Manter a coluna reta e os braços e ombros relaxados.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Manifestações rítmicas região Sul
| Sul |
Paraná (PR)
Pau-de-Fitas O pau-de-fitas foi trazido pelos alemães que aportaram no sul do Brasil. Um mastro de aproximadamente três metros é fincado no chão com diversas fitas coloridas atreladas a ele. Os dançarinos devem estar em número par e cada um segura uma fita para girar ao redor do mastro. No decorrer dos passos da dança, vão se formando desenhos com as tranças das fitas. A dança é acompanhada por músicas provenientes deinstrumentos como o cavaquinho, pandeiro, acordeão e violão. Fandango Esse estilo de dança tem origem ibérica e foi trazida pelos portugueses para as regiões de litoral do Paraná. No Brasil, recebeu influências dos índios e o fandango também pode ser encontrado nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. São utilizados instrumentos como violas, pandeiro e uma rabeca enquanto a letra é improvisada. Os dançarinos fazem uma roda e dançam com passos valsados e o ritmo é seguido com palmas e com as batidas dos pés.
Rio Grande do Sul (RS)
Chimarrita Dança típica de Portugal, foi trazida por eles para o Brasil durante o século XIX. Inicialmente, a dança era realizada com os casais juntos dançando algo parecido com as valsas. Depois, as duplas passaram a dançar em várias direções e mais separados. Em algumas partes, eles dançam juntos no passo bem conhecido que é o dois pra lá e dois pra cá. A partir de alguns movimentos, o homem, chamado de peão, e a mulher, que recebe o nome de prenda, podem flexionar levemente os joelhos durante os passos. Milonga Essa dança também é popular na Argentina e no Uruguai. No Rio Grande do Sul, ela recebe a companhia da viola e de outros instrumentos musicais. A milonga gaúcha lembra os passos do tango e é bem mais lenta e romântica. Ela pode ser dançada de três formas: havaneirada (seguindo os passos da vaneira), tangueada (dança no ritmo de marcha) e riograndense (dança com passos dois e um. Vaneirão/Vaneira/Vaneirinha É um ritmo bastante comum no estado e tem suas origens na cidade de Havana, em Cuba. Sua influência incidiu não só sobre o Rio Grande do Sul como também nos sambas do Rio de Janeiro. O nome da dança se altera conforme o ritmo, pois se ele for lento recebe o nome de Vaneirinha, rápido, Vaneirão e moderado, Vaneira. Os passos são realizados com dois pra lá e dois pra cá, sendo que são alternados com quatro movimentos de cada lado. Chula Dança que é praticada só por homens e ela representa um desafio. Uma lança é colocada no chão e três homens em suas extremidades. Eles sapateiam de diversas formas e, após realizar uma sequência de passos, outro dançarino vai executar os movimentos e deve realizar de forma mais difícil que o anterior. Tudo isso acontece sob a música de uma gaita gaúcha. O dançarino que vence o desafio é aquele que realiza uma coreografia mais difícil que os companheiros, quando encosta na vara ou quando por algum motivo perde o ritmo. Pezinho O Pezinho tem origens portuguesas e conseguiu atrair adeptos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Além de dançar, os dançarinos devem cantar no ritmo da música que acompanha os passos. A coreografia se altera entre passos ritmados pelos pés e as duplas que rodam em torno de si. Outras danças típicas do Rio Grande do Sul -Chote; -Bugio; -Mazurca; -Contrapasso; -Marcha; -Polca; -Chamamé; -Rancheira. Boi de Mamão Essa dança também é conhecida como bumba-meu-boi, boi-bumbá, boi-de-cara-preta, dentre outros. Em Santa Catarina, a dança apresentada durante a encenação é mais alegre e brincalhona do que as que são apresentadas nasregiões norte e nordeste. Dança do Vilão É uma das danças que faz parte do folclore de Santa Catarina. São diversos componentes, balizadores, batedores e músicos, ou seja, muito semelhante a que é dançada no estado de Goiás. Com os bastões, os integrantes realizam batidas e giram entre si. O movimento proporcionado pelo vai e vem dos bastões deixa a coreografia mais bonita. Balainha Também recebe o nome de Arcos Floridos ou Jardineira e os casais seguram um arco florido. É formada uma fila e as duplas vão passando os arcos por cima e por baixo dos demais casais. Depois, são executados outros passos com formação de grupos com quatro pares e eles fazem uma roda para cruzar seus arcos e formar as 'balainhas'. |
Manifestações rítmicas regionais - Norte
| Região Norte do Brasil |
Amazonas (AM)
Camaleão Essa dança utiliza pares separados, que fazem uma coreografia com passos distintos, chamados de jornadas. São duas fileiras de mulheres e homens, realizando diversos passos, os quais terminam no passo inicial. As roupas também são importantes; os homens usam fraque de abas, colete, meias longas, gravata e sapato preto. Já para as mulheres, a vestimenta é composta por saias longas, meias brancas, sapatos e blusas folgadas. A música que embala os dançarinos utiliza o violão, cavaquinho e rabeca. Essa dança é constituída de dançarinos em duplas que fazem cinco movimentos durante a Dança do Maçarico: Charola, Roca-roca, Repini-co, Maçaricado e 'Geleia de Mocotó'. Os passos variam entre lentos e ligeiros e a umbigada. As músicas que embalam os dançarinos são tocadas com a ajuda da viola, tambores, rabeca e sanfonas. Desfeitera Essa dança é constituída de pares que dançam de forma livre e os dançarinos devem apenas passar pelo menos uma vez na frente do grupo musical. Caso a banda encerre a música no momento em que um casal estiver passando, é feita a escolha do homem ou da mulher para que declame versos. Caso ele não consiga esse feito, a pessoa será vaiada e terá que pagar uma prenda, ou seja, será 'desfeitado'. Pará (PA) Carimbó O nome da dança é de origem indígena com os nomes Curi, que significa pau oco, e M'bó que significa furado. Os homens devem trajar uma calça curta no estilo pescador e uma camisa que contenha estampas. As mulheres utilizam uma saia rodada e com estampas, uma blusa, colares e flores presas aos cabelos. Os dançarinos a executam com os pés no chão. Os homens batem palmas para as dançarinas e isso é o indício de que elas estão sendo chamadas para dançar também. Em forma de roda, as mulheres balançam a saia para que ela atinja a cabeça de seu parceiro. O ato é realizado no intuito de humilhar o homem para que ele saia da dança. Um dos momentos mais importantes ocorre quando cada casal vai para o centro da roda e o homem deve apanhar um lenço com a boca, que foi jogado no chão pelo seu par. Se o feito for satisfatório, ele recebe aplausos. Caso ele não consiga, a mulher joga a saia em seu rosto e ele deve sair da dança. Marambiré Essa dança é considerada uma representante da alegria dos negros após a Abolição da Escravidão. Ela é caracterizada por uma marcha que mescla a religião e o profano. Ela é realizada por duplas e sempre aparece durante os festivais no estado. Essa dança tem origem africana e é muito sensual, pois a intenção dela é mostrar o convite do homem para ter um encontro sexual com a mulher. Primeiro, há uma recusa; porém, ele insiste e ela aceita. A Lundu Marajoara mostra o ato com o passo da umbigada, quando acontecem movimentos de dança mais sensuais. As mulheres utilizam saias coloridas e blusas rendadas. Já os homens vestem calças de preferência na cor branca. Essa dança também recebe a ajuda de instrumentos como o banjo, cavaquinho e clarinete. Marujada A dança é uma homenagem a São Benedito e acontece em três ocasiões: Natal, dia de São Benedito e no dia 1º de janeiro. Os homens e mulheres que participam recebem o nome de marujos e marujas. Eles bailam pela cidade, reproduzindo o gesto de um barco na água. As mulheres ordenam a dança e os homens participam com os instrumentos musicais, como tambores e violinos. Outras danças típicas do Pará -Dança do Siriá; -Xote Bragantino; -Samba do Cacete; -Retumbão. |
Manifestações rítmicas da região Centro-Oeste
| Centro-Oeste |
Goiás (GO)
Catira A Catira é uma dança brasileira de origem desconhecida. Ela é realizada por homens que, estando em frente um para o outro, sapateiam e batem palmas no ritmo da viola. Primeiramente, o violeiro começa a dança e os homens que vão dançar fazem um passo que consiste em bater o pé e a mão e depois dar seis pulos. O violeiro passa a entoar a moda de viola e os homens continuam a executar os passos da dança, que recebem o nome de “Serra Abaixo” e “Serra Acima”. A Catira termina quando eles executam o passo chamado Recortado e as duas fileiras mudam de lugar, sendo que o violeiro passa de uma extremidade a outra. Nessa dança, há uma divisão entre os dançarinos: há os batedores, balizadores, músicos, regente e o chefe do grupo. Os batedores são responsáveis por utilizar um bastão de madeira que são usados para bater no bastão dos outros dançarinos. A dança é realizada conforme o ritmo da música e o apito do regente. São diversas coreografias, finalizadas por movimentos bem rápidos. Tambor Os dançarinos formam uma roda e fica apenas uma pessoa no centro. Todos cantam e seguem o ritmo com a ajuda de um tambor. Os passos mais executados por eles são a Jiquiaia, o Serrador e Negro Velho. Os dançarinos vão trocando de posição para que todos possam passar pelo centro da roda. Mato Grosso (MT) Siriri É uma das danças mais antigas do estado e pode ser dançada por homens e mulheres. São duplas que dançam em rodas ou fileiras e bailam com a ajuda de instrumentos como o mocho, o ganzá e o cocho. Primeiramente, os homens cantam o “baixão” e os outros batem palmas. Em fileiras, os participantes passam a fazer reverências, alternando entre homens e mulheres. Cururu É uma dança realizada por homens que dançam para homenagear os santos e citam passagens bíblicas. Além disso, eles comentam acontecimentos políticos e cumprimentam a população enquanto dançam. Boi-à-Serra Dança realizada no interior do estado durante festas e o carnaval. O boi é feito pelos populares com o uso de arames, tecidos, dentre outros. A pessoa que representa o boi, o leva nas costas e sai pelas ruas brincando e dançando. Dança de São Gonçalo Essa dança é principalmente realizada na cidade de São Gonçalo Beira Rio. O santo é considerado o protetor dos curandeiros e responsável por curar doenças nos ossos. Quando os pedidos dos fiéis são atendidos, eles dançam em fileiras de homens e mulheres que marcam passos com pés e mãos. Pode vir acompanhada de instrumentos musicais como o cocho e o ganzá. Engenho de Maromba Essa dança lembra um valseado e imita os passos dados no engenho de cana. Há fileiras de homens e mulheres que ficam rodando em sentido contrário. Os versos cantados durante as coreografias são mais tristes e, por isso, ela costuma ser executada no fim das festas. Sarandi Também chamada de Cirandinha, essa dança é caracterizada por pares que dão voltas e vão trocando de duplas. A dança acaba quando todos os versos são cantados por todos os homens da roda. Chupim Essa dança é realizada com três pares e utiliza o ritmo das danças paraguaias devido à proximidade com esse país. O movimento feito pelo homem imita as asas do pássaro, que tem o mesmo nome da dança, quando ele tenta conquistar sua fêmea. São utilizadas castanholas para dar o ritmo da dança que utiliza os movimentos de tourear o par, dançar e rodar. Palomita São casais que se revezam enquanto dançam músicas de polca paraguaia ou chamamé. Polca de Carão É uma dança de salão que tem uma brincadeira inserida no contexto. Cada um dos dançarinos deve levar um carão, ou seja, ser esnobado pelo seu par. A dança continua até todos eles terem passado por essa situação. Outras danças típicas do Mato Grosso do Sul -Arara; -Caranguejo; -Catira; -Engenho Novo; -Xote. Distrito Federal (DF) Uma das danças mais comuns da capital do país são as quadrilhas. A cidade não tem muitas raízes na dança, pois grande parte de sua população nasceu em outro estado. Com tanta diversidade, Brasília recebe influências de vários ritmos. O forró, o bumba-meu-boi e o samba também animam que vive no Distrito Federal. |
sexta-feira, 9 de março de 2012
Capacidades Físicas
Capacidades Físicas são definidas como todo atributo físico treinável num organismo humano. Em outras palavras, são todas as qualidades físicas motoras passíveis de treinamento comumente classificadas em diversos tipos: Resistência, Força, Velocidade, Agilidade, Equilíbrio, Flexibilidade e Coordenação motora (destreza).
Histologia Animal: Tecidos musculares
O tecido muscular é constituído por células alongadas, altamente especializadas e de capacidade contrátil denominadas fibras musculares. A capacidade de contraçãodas fibras é que proporciona os movimentosa dos membros, vas vísceras e de outras estruturas do organismo.
As células (fibras) musculares têm nomes específicos para as suas estruturas. Assim, a membrana plasmática é denominada sarcolema, enquanto o citoplasma é chamado de sarcoplasma.
1- Tipos de tecido muscular
Existem três tipos de tecido muscular: liso, estriado esquelético e estriado cardíaco.
Tecido muscular liso. É constituído por fibras fusiformes dotadas de um núcleo alongado e central. Essas fibras, de contração lenta e involuntária, ocorrem organizando: os músculos eretores do pêlo (na pele); a musculatura do tupo digestivo (esôfago, estômago e intestino), da bexiga, do útero e dos vasos sanguíneos.
Tecido muscular estriado esquelético. Tem fibras cilíndricas, com centenas de núcleos periféricos. Essas fibras organizam os músculos esqueléticos, assim denominados por se acharem inseridos no arcabouço esquelético através dos tendões. A contração desse tipo é rápida e voluntária, como acontece com o bíceps e o tríceps, músculos do braço.
Tecido muscular estriado cardíaco. De contração rápida e involuntária, esse tecido muscular constitui-se de fibras com um ou dois núcleos centrais. Essas fibras organizam o músculo do coração (miocárdio). Entre uma fibra e outra verifica-se a presença de discos intercalares, membranas que promovem a separação entre as células.
a) Estrutura do músculo estriado
A fibra muscular estriada é envolvida por uma bainha de tecido conjuntivo denominada endomísio. Um aglomerado de fibras forma um feixe muscular. Cada feixe acha-se envolvido por outra bainha de tecido conjuntivo chamado perimísio. O conjunto de feixes constitui o músculo, que, também, se acha envolvido por uma bainha conjuntiva denominada epimisio (figura 3.4)
2- Mecanismo contrátil
As fibras musculares são dotadas de inúmeroas miofibras contráteis constituídas basicamente por dois tipos de proteínas: actina e miosina.
Na musculatura lisa, as miofibrilas são muito finas e não se organizam em feixes, de maineira que são dificilmente observadas. Assim, o sarcoplasma apresenta-se com aspecto homogêneo, sem estrias. è por isso que as fibras desse músculo são denominadas lisas.
Na musculatura estriada, as miofibrilas organizam-se em feixes, delimitando um intercalamento de faixas claras e escuras, o que confere à fibra um aspecto estriado. Descrevemos a seguir a estrutura de uma fibra muscular estriada. Acompanhe a descrição pelo esquema da figura 3.5
A fibra estriada é constituída por inúmeros miofribilas contráteis, entre as quais pode-se observar a presença de inumerosas mitocôndrias.
Cada miofribila apresenta faixas claras e escuras, de maneira alternada. as faixas claras (faixas I) apresentam no seu centro uma estria mais escura (estria Z). As faixas escuras (faixas A) são maiores e apresentam na região central uma zona mais clara (estria H).
O conteúdo existente entre duas estrias Z é denominada sarcômero. Inseridos na estria Z, encontram-se filamentos delicados contituídos da proteína actina. Esses filamentos terminam ao redor da estria H. Intercalados aos filamentos de actina estão os filamentos grossos, constituídos da proteína miosina.
Na faixa A existem filamentos de actina e miosina, determinando uma faixa mais densa, o que justifica a coloração escura, quando se observa a fibra ao microscópio óptico. Na estria H, um pouco mais clara, não existe actina.
A faixa I é constituída apenas pelos filamentos finos de actina, daí sua coloração clara (é uma região pouco densa). A estria Z é uma região de condensação de proteínas.
Quando a fibra muscular se contrai, os filamentos finos de actina deslizam sobre os filamentos grossos de miosina. Dessa maneira, a faixa I diminui (podendo até desaparecer); a estria H também diminui e pode desaparecer, embora a faixa A não se altere. É evidente que, na fibra contraída, as estrias Z se aproximam, o que determina o encurtamento do sarcômero. Como o sarcômero é a menor porção da fibra capaz de sofrer contração (encurtamento), é considerado a unidade contrátil da fibra muscular.
O mecanismo de deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina é conhecido como Teoria dos Filamentos Interdigitados Deslizantes.
a) A energia para a contração muscular
Sabemos que os músculos armazenam glicogênio. Através do mecanismo respiratório, as moléculas de glicose prevenientes do glicogênio liberam energia para a síntese de ATP. A energia liberada pelo ATP permite o deslizamento da actina sobre a contração muscular.
O estoque de Atp nas fibras musculares é, porém, limitado. Quando a atividade muscular é intensa, esse estoque é rapidamente consumido e, nessas condições, a energia oriunda do mecanismo respiratório não consegue, normalmente, restaurar as moléculas de ATP. Ocorre, no entanto, que a fibra muscular contém grandes quantidades de uma substância orgânica denominada creatina, capaz de ser fosforilada e amarzenar fosfatos de alta energia para o ADP, permitindo a rápid formação ne novas moléculas de ATP. Quando o músculo se encontra em repouso, o mecanismo respiratório fornece energia, permitindo a formação de novas moléculas de creatina-fosfato.
Considerando o mecanismo contrátil, podemos concluir as seguintes funções para as substâncias citadas abaixo:
- glicogênio - Fonte primária de energia para a contração;
- ATP - fonte imediata de energia para a contração;
- Creatina-fosfato - reservatório de energia química para a contração.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Frequência cardíaca
Na sua atividade diária, a maioria das pessoas não faz exercício que permita desenvolver adaptações positivas e significativas para a saúde. Através da prática desportiva, sob a orientação de um profissional da área de Educação Física e Desporto, poderá prescrever e orientar o seu treino de acordo com os seus objectivos, respeitando os seus limites e as suas características e conseguir as adpatações desejadas na sua saúde.
A frequência cardíaca é um bom auxiliar para a prescrição e controlo dos seus treinos. Com a sua utilização é possível determinar a zona de treino em que um atleta se encontra, ajundando-nos a regular a intensidade do esforço realizado e ainda a controlar o nível de recuperação durante os intervalos e após finalizar a sua actividade. Assim, como forma de controlo de treino, entender e saber utilizar a frequência cardíaca, pode assumir uma grande importância no processo de treino.
A frequência cardíaca é um indicador do trabalho cardíaco, geralmente expresso como o número de batimentos cardíacos por minuto (bpm). Pode-se vigiar os valores em repouso, recuperação ou após esforços máximos e pode ser usada para diferentes fins:
-A Frequência Cardíaca de Repouso é o número de batimentos cardíacos durante um minuto quando se está em repouso completo. A medição da frequência cardíaca de repouso, deverá ser realizada após acordar, usando o monitor cardíaco, ou contando as pulsações manualmente. Os valores de repouso dependem dos seus hábitos de vida e são afectados por diversos factores, tais como: grau de treino, qualidade do sono, nível de stress mental e hábitos de alimentação.
- A Frequência Cardíaca Máxima corresponde ao número mais alto de batimentos capaz de ser atingido por uma pessoa durante um minuto. Pode ser utilizada como uma ferramenta útil para determinar a intensidade do treino, na medida que a partir dela se podem estabelecer diferentes zonas de intensidade de treino. Para se determinar a frequência cardíaca podem-se utilizar diferentes métodos. O mais fiável é através de um teste clínico, realizado por um cardiologista ou fisiologista do exercício. Este teste não é só recomendado a pessoas que treinam mas também a todos aqueles que têm excesso de peso ou possuem antecedentes de doença cardiovascular na sua família.
-A Frequência Cardíaca de Recuperação é de extrema utilidade como forma de verificar se o sistema cardio-respiratório está a recuperar correctamente. Para obter o valor de recuperação, efectua-se uma medição imediatamente após o término da corrida ou marcha, e outra passado um ou dois minutos. O valor da frequência cardíaca de recuperação será obtido através da diferença das duas medições. À medida que o nível do atleta melhora a recuperação da frequência cardíaca também, alcançando valores mais próximos dos de repouso, num menor período de tempo após o esforço.
Limitações na avaliação do esforço através da Frequência Cardíaca
A utilização da frequência cardíaca no treino pode ser muito útil, na medida em que é um processo muito simples de controlo de treino, não só ao nível da intensidade de exercitação como também da recuperação que o atleta deve realizar, proporcionando um treino individualizado. Contudo, tal como o desempenho do atleta é afectado por diferentes factores, tais como temperatura, humidade, hora e localização geográfica da marcha ou corrida, também a frequência cardíaca pode estar sujeita a estes factores:
- Os seus valores são mais baixos quando se está deitado ou imerso do que de pé. Assim, sempre que medir a frequência cardíaca e a quiser usar como termo comparativo, com outras situações, deve optar por escolher sempre a mesma posição de avaliação, senão os valores podem ser muito dispares.
- A temperatura também pode influenciar muito os valores. Enquanto um atleta realiza marcha ou corrida produz calor, o que leva ao aumento da temperatura, que por sua vez aumenta à medida que há um incremento da intensidade, duração do esforço, humidade do ar e temperatura do meio ambiente. Atendendo a este factor, o exercício físico é desaconselhado em quadros febris, já que tal fará aumentar ainda mais a temperatura corporal.
- Associado à temperatura surge o fenómeno da transpiração e, consequentemente, o da desidratação. A perda de água diminui a circulação sanguínea, obrigando o coração a um esforço suplementar.
- O treino em altitude leva a uma adaptação do sistema cardio-respiratório do atleta, assim, até ao atleta conseguir adaptar-se à altitude a frequência cardíaca encontra-se instável.
- A hora do dia também é um factor importante, pois os valores apresentam-se mais baixos de noite e madrugada do que durante o dia.
- As mulheres têm a frequência cardíaca geralmente 5 à 7 bpm mais elevados que os homens com a mesma condição física.
- O nível de stress do indivíduo, os hábitos alimentares, ingestão de bebidas com cafeína, hábitos de tabagismos e a ingestão de medicamentos também tem um papel importante na frequência cardíaca.
Como medir a frequência cardíaca?
A frequência cardíaca pode ser medida por relógios cardiofrequencímetros, ou pode ser calculada sem nenhum equipamento especial, através da colocação dos seus dedos em determinados pontos corporais.
Ao contrário dos aparelhos electrónicos que dão os valores da FC no momento, a realização da medição manual deverá ser feita contanto os batimentos durante 15 segundos e multiplicando à posteriori por 4, para se obter o número de batimentos num minuto. No entanto, se o objectivo é obter a frequência cardíaca imediatamente a seguir ao término do exercício, o número de batimentos por minuto será resultado do produto da contagem dos batimentos por 6.
A frequência cardíaca obtida manualmente pode ser medida em diferentes partes do corpo. Tais como:
- Pulsação radial.
Esta é a pulsação medida na parte de dentro do pulso. Use a ponta de três dedos, abaixo do pulso. Pressione até que sinta a pulsação, ou mova os dedos à procura de a sentir.
- Pulsação na carótida.
Para medir a pulsação na carótida utilize dois dedos, de preferência o indicador e o médio, na lateral do pescoço, no espaço entre a traqueia e o músculo do pescoço. Pressione levemente até sentir a pulsação.
Valores da FC no treino
Apesar das limitações que a frequência cardíaca possui enquanto método de controlo de treino, esta poderá ser utilizada como método de excelência nas sessões de treino, ou como forma de regular o esforço durante a competição.
Existem assim valores de referência que poderão ser utilizados na definição de intensidades de treino.
Na sua atividade diária, a maioria das pessoas não faz exercício que permita desenvolver adaptações positivas e significativas para a saúde. Através da prática desportiva, sob a orientação de um profissional da área de Educação Física e Desporto, poderá prescrever e orientar o seu treino de acordo com os seus objectivos, respeitando os seus limites e as suas características e conseguir as adpatações desejadas na sua saúde.
A frequência cardíaca é um bom auxiliar para a prescrição e controlo dos seus treinos. Com a sua utilização é possível determinar a zona de treino em que um atleta se encontra, ajundando-nos a regular a intensidade do esforço realizado e ainda a controlar o nível de recuperação durante os intervalos e após finalizar a sua actividade. Assim, como forma de controlo de treino, entender e saber utilizar a frequência cardíaca, pode assumir uma grande importância no processo de treino.
A frequência cardíaca é um indicador do trabalho cardíaco, geralmente expresso como o número de batimentos cardíacos por minuto (bpm). Pode-se vigiar os valores em repouso, recuperação ou após esforços máximos e pode ser usada para diferentes fins:
-A Frequência Cardíaca de Repouso é o número de batimentos cardíacos durante um minuto quando se está em repouso completo. A medição da frequência cardíaca de repouso, deverá ser realizada após acordar, usando o monitor cardíaco, ou contando as pulsações manualmente. Os valores de repouso dependem dos seus hábitos de vida e são afectados por diversos factores, tais como: grau de treino, qualidade do sono, nível de stress mental e hábitos de alimentação.
- A Frequência Cardíaca Máxima corresponde ao número mais alto de batimentos capaz de ser atingido por uma pessoa durante um minuto. Pode ser utilizada como uma ferramenta útil para determinar a intensidade do treino, na medida que a partir dela se podem estabelecer diferentes zonas de intensidade de treino. Para se determinar a frequência cardíaca podem-se utilizar diferentes métodos. O mais fiável é através de um teste clínico, realizado por um cardiologista ou fisiologista do exercício. Este teste não é só recomendado a pessoas que treinam mas também a todos aqueles que têm excesso de peso ou possuem antecedentes de doença cardiovascular na sua família.
-A Frequência Cardíaca de Recuperação é de extrema utilidade como forma de verificar se o sistema cardio-respiratório está a recuperar correctamente. Para obter o valor de recuperação, efectua-se uma medição imediatamente após o término da corrida ou marcha, e outra passado um ou dois minutos. O valor da frequência cardíaca de recuperação será obtido através da diferença das duas medições. À medida que o nível do atleta melhora a recuperação da frequência cardíaca também, alcançando valores mais próximos dos de repouso, num menor período de tempo após o esforço.
Limitações na avaliação do esforço através da Frequência Cardíaca
A utilização da frequência cardíaca no treino pode ser muito útil, na medida em que é um processo muito simples de controlo de treino, não só ao nível da intensidade de exercitação como também da recuperação que o atleta deve realizar, proporcionando um treino individualizado. Contudo, tal como o desempenho do atleta é afectado por diferentes factores, tais como temperatura, humidade, hora e localização geográfica da marcha ou corrida, também a frequência cardíaca pode estar sujeita a estes factores:
- Os seus valores são mais baixos quando se está deitado ou imerso do que de pé. Assim, sempre que medir a frequência cardíaca e a quiser usar como termo comparativo, com outras situações, deve optar por escolher sempre a mesma posição de avaliação, senão os valores podem ser muito dispares.
- A temperatura também pode influenciar muito os valores. Enquanto um atleta realiza marcha ou corrida produz calor, o que leva ao aumento da temperatura, que por sua vez aumenta à medida que há um incremento da intensidade, duração do esforço, humidade do ar e temperatura do meio ambiente. Atendendo a este factor, o exercício físico é desaconselhado em quadros febris, já que tal fará aumentar ainda mais a temperatura corporal.
- Associado à temperatura surge o fenómeno da transpiração e, consequentemente, o da desidratação. A perda de água diminui a circulação sanguínea, obrigando o coração a um esforço suplementar.
- O treino em altitude leva a uma adaptação do sistema cardio-respiratório do atleta, assim, até ao atleta conseguir adaptar-se à altitude a frequência cardíaca encontra-se instável.
- A hora do dia também é um factor importante, pois os valores apresentam-se mais baixos de noite e madrugada do que durante o dia.
- As mulheres têm a frequência cardíaca geralmente 5 à 7 bpm mais elevados que os homens com a mesma condição física.
- O nível de stress do indivíduo, os hábitos alimentares, ingestão de bebidas com cafeína, hábitos de tabagismos e a ingestão de medicamentos também tem um papel importante na frequência cardíaca.
Como medir a frequência cardíaca?
A frequência cardíaca pode ser medida por relógios cardiofrequencímetros, ou pode ser calculada sem nenhum equipamento especial, através da colocação dos seus dedos em determinados pontos corporais.
Ao contrário dos aparelhos electrónicos que dão os valores da FC no momento, a realização da medição manual deverá ser feita contanto os batimentos durante 15 segundos e multiplicando à posteriori por 4, para se obter o número de batimentos num minuto. No entanto, se o objectivo é obter a frequência cardíaca imediatamente a seguir ao término do exercício, o número de batimentos por minuto será resultado do produto da contagem dos batimentos por 6.
A frequência cardíaca obtida manualmente pode ser medida em diferentes partes do corpo. Tais como:
- Pulsação radial.
Esta é a pulsação medida na parte de dentro do pulso. Use a ponta de três dedos, abaixo do pulso. Pressione até que sinta a pulsação, ou mova os dedos à procura de a sentir.
- Pulsação na carótida.
Para medir a pulsação na carótida utilize dois dedos, de preferência o indicador e o médio, na lateral do pescoço, no espaço entre a traqueia e o músculo do pescoço. Pressione levemente até sentir a pulsação.
Valores da FC no treino
Apesar das limitações que a frequência cardíaca possui enquanto método de controlo de treino, esta poderá ser utilizada como método de excelência nas sessões de treino, ou como forma de regular o esforço durante a competição.
Existem assim valores de referência que poderão ser utilizados na definição de intensidades de treino.
Método
de treino
|
FC em
corrida
|
FC em
repouso
|
Método
intervalado extensivo médio
|
170/180
bpm
|
120/130
bpm
|
Método
intervalado extensivo longo
|
160/170
bpm
|
120/130
bpm
|
Método
contínuo extensivo
|
125/160
bpm
|
100 bpm
|
Método
contínuo intensivo
|
140/190
bpm
|
100 bpm
|
Método
contínuo variado
|
140/175
bpm
|
100 bpm
|
Se o seu objectivo passar por um controlo do treino mais eficaz e individualizado, a sua adesão ao programa -mudar de nível- poderá ser determinante, para atingir os seus objectivos. Se fizer essa opção, a utilização de frequência cardíaca será utilizada com maior detalhe com vista a melhor ajudá-lo(a) a tirar mais proveito dos seus treinos.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Pedestres
|
|
|
|
CUIDADOS NO TRÂNSITO
Todos os
dias acontecem acidentes de trânsito em algum lugar. Para evitar esses
acidentes temos que respeitar as leis de trânsito porque elas foram feitas para
auxiliar a todos. Por isso é importante prestar bastante atenção nas dicas e
cuidados no trânsito:
- Preste muita atenção porque existem
motoristas mal educados. Olhe para os dois lados quando for atravessar e espere
os veículos pararem.
- Atravesse sempre na faixa de pedestres
ou nas passarelas. Elas foram feitas para te ajudar.
- Se a rua não tiver faixa nem semáforo atravesse em lugar reto e
sem curvas para poder enxergar os carros.
- Ande na calçada.
- Se não tiver calçada ande próximo ao muro da direção contrária
dos veículos.
- Não corra ao atravessar a rua.
- Não coloque a cabeça ou braços para
fora da janela e nem fique em pé dentro do carro ou ônibus porque isso pode
provocar acidentes.
- Se houver policiais ou agentes municipais de trânsito siga as
suas orientações ou peça alguma instrução se tiver dúvidas.
- Se você vai para escola de ônibus espere-o parar para poder
entrar e sair.
- Evite brincadeiras que possam distrair o motorista.
- Use sempre cinto de segurança e ajude seus pais lembrando que
todos devem usar o cinto de segurança.
- Se você tem menos de 10 anos só pode sentar no banco de trás.
- Se for dar um passeio com seu animal cuide bem dele. Use a
coleira para que ele não ande na direção dos carros.
- As crianças não podem brincar, andar de patins, skate ou
bicicleta no meio das ruas e próximo aos automóveis. Todos devem fazer essas
atividades no parque, clube, praça, jardim, quintal, campo ou na escola.
- Se a bola cair na rua não corra para buscá-la. Peça isso para
adulto ou olhe se está vindo um carro antes de ir buscá-la.
- Menores de 18 anos não podem dirigir veículos ciclomotores.
Para ajudar a melhorar cada vez mais a qualidade do trânsito,
devemos seguir essas dicas e ensiná-las para todos. Afinal, um trânsito seguro
depende de todos nós!
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Jovens e o trânsito
Jovens estão entre as principais vítimas do trânsito
Publicada em 29/12/2006 às 12h40m
Marcelo Alves - O Globo Online
RIO - Os jovens são as maiores vítimas da violência no trânsito do país. Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) a cada ano tem aumentado o número de mortos e feridos devido a acidentes de trânsito entre pessoas de 18 e 29 anos nas estradas e rodovias. Em 2002, dos 116.720 jovens vítimas de acidentes, 5.006 foram fatais e outros 111.714 não-fatais. Em 2001, embora o número de vítimas fatais tenha sido menor, 4.769, o total de jovens vítimas de acidentes foi de 134.571. Em dados percentuais, as vítimas fatais do trânsito cresceram de 23,7% para 26,5%.
Especialistas acreditam que a mistura de álcool com direção é o maior vilão dessa triste estatística e que o jovem precisa ter mais consciência nas viagens para o Reveillon deste ano.
- Entre 65% e 70% dos acidentes de trânsito houve ingestão de álcool. Se você somar isso ao excesso de confiança do jovem e de velocidade, o resultado pode ser um acidente - afirma o chefe da clínica do setor de Ortopedia do Hospital Lourenço Jorge, o Dr. Ricon Jr., lembrando que nessa época do ano aumenta em 20% o movimento na emergência do hospital.
Entre 65% e 70% dos acidentes de trânsito houve ingestão de álcool
Para tentar diminuir o volume de acidentes envolvendo os jovens, o Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) foi às ruas antes do Natal e está repetindo o procedimento nesta véspera de Ano Novo em campanha por mais consciência no trânsito. Funcionários do Detran distribuem panfletos com dicas aos motoristas para fazer uma boa viagem. A campanha se encerra neste sábado.
- Os panfletos têm orientações para que o motorista verifique os pneus, a suspensão dos veículos e veja se a documentação está em dia antes de viajar. Com relação à segurança nas estradas ele orienta o condutor a ultrapassar apenas em local permitido, não trafegar em excesso de velocidade e no acostamento - explica o coordenador de educação do Detran, Gilberto Cytryn.
A pressa não combina com o lazer e é inimiga do trânsito
À noite, o Detran visita bares onde faz testes de bafômetro e orienta os jovens quanto aos perigos do consumo do álcool aliado à direção.
- Queremos estimular o amigo da vez, a pessoa que não vai beber e dirigir para levar os amigos em segurança para casa. Os panfletos também têm orientações quanto ao consumo de álcool e suas conseqüências, como a diminuição do reflexo e o risco de acidentes - afirma Cytryn.
Cytryn explica que o alvo da campanha são os jovens porque eles são as principais vítimas da violência no trânsito:
- Tanto as pesquisas do IBGE quanto do Denatran confirmam que a faixa etária que se envolve num número maior de acidentes com mortos é entre 18 e 29 anos. Queremos levar para a população que nesta época do ano, quando o tráfego nas estradas se intensifica, as pessoas devem estar preocupadas em chegar com tranqüilidade aos seus destinos. A pressa não combina com o lazer e é inimiga do trânsito.
Lesões e seqüelas graves
Os jovens não medem as conseqüências de um acidente de trânsito. Segundo o doutor Ricon Jr., os traumas mais comuns de um acidente com automóvel são fraturas nos membros inferiores e no pescoço no caso de colisões frontais. Em caso de colisões laterais há lesões na bacia e nos membros inferiores. Já motociclistas podem apresentar também fraturas expostas e lesões de crânio, assim como os casos de atropelamento. Ricon Jr. diz que dependendo da gravidade do acidente, as seqüelas podem ser graves e irreversíveis:
- Em traumas de crânio as seqüelas neurológicas afetam a parte intelectual, por afetar áreas do cérebro ligadas à inteligência. Podem ser provocados também problemas de fala e de motricidade. No caso de lesões dos membros inferiores, as fraturas expostas provocam perdas ósseas, de músculos, nervos, trazendo problemas nas articulações causando uma deficiência física - afirma.
- Em lesões na coluna cervical ocorrem casos de tetraplegia. No caso da bacia, as cirurgias são grandes e bem complicadas. Por vezes é necessário fazer mais de uma cirurgia. Há consequências como o aparecimento de casos de osteomielite, uma infecção profunda dos ossos, de difícil cura e tratamento. Além dos impactos sócio-econômicos, pois é uma lesão de difícil tratamento com o uso de antibióticos caros - completa.
Para evitar que outros jovens se tornem vítimas do trânsito, Gilberto Cytryn dá algumas dicas:
Os jovens devem utilizar o cinto de segurança, que é responsável por salvar muitas vidas
- O principal é não consumir bebida alcoólica. Os jovens devem utilizar o cinto de segurança, que é responsável por salvar muitas vidas. Quem envolve em um acidente com capotamento, a chance de sobreviver é infinitamente superior, pois ele evita que você seja arremessado para fora do carro, o que aconteceu no caso do acidente da Lagoa.
Ricon Jr. também orienta o uso do cinto de segurança a todos os passageiros do veículo, inclusive os que estão no banco de trás.
- Quando o veículo está em alta velocidade, o peso de uma pessoa ao ser lançada sobre a da frente equivale ao peso de um elefante - compara o médico que pede que os jovens respeitem as leis de trânsito.
- A grande maioria dos acidentes são ocasionados pela pressa e pela imprudência. Dirigir nas ruas e nas estradas é diferente, portanto é preciso respeitar as leis, evitar ultrapassar nos trechos de faixa contínua. Aqueles que não estão acostumados com a estrada devem evitar dirigir à noite e saber como estão as condições das estradas.
Cytryn também afirma que os jovens não podem ultrapassar os limites de velocidade das estradas:
- Muitos vão fazer viagem para a praia ou a casa de campo, pegam os carros com amigos, namorados e é coisa do jovem correr um pouco mais, se exceder. Não há a necessidade disso. Não há a necessidade de correr, pois eles estão saindo a passeio e devem chegar com segurança aos seus destinos.
Assinar:
Postagens (Atom)